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Desmistificando a carne suína
 
Desmistificando a carne suína
Artigo adicionado em: 18/04/2008
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Autor: Adaptado de Mitos e Verdades - Méd. Veterinário Luciano Roppa
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Marque a alternativa correta:

O que contém mais calorias?
a. 100g de pernil ou lombo assado.
b. 100g de frango à passarinho.
c. 1 bife de 130g de filé mignon.

Para quem assinalou a primeira alternativa, um conselho: está mais do que na hora de rever seus conceitos. Acostumada à fama de vilã de toda a cadeia alimentar, a carne suína é apontada ainda hoje pela população brasileira, segundo revelam pesquisas recentes, como perigosa e nociva à saúde (35%), além de possuir altos índices de gordura e colesterol (55%).

O que essas pessoas desconhecem é que a carne suína é um alimento rico e nutritivo, além de saboroso. Apesar de atrair pelo sabor - ponto forte do produto apontado por 92% das pessoas entrevistadas, a carne suína é também excelente fonte de vitamina do complexo B (tiamina, riboflavina, vitamina B6 e B12) e minerais (cálcio, fósforo, zinco e ferro).

Uma das virtudes da carne suína é o seu teor de potássio. Como sabemos, pessoas com hipertensão devem diminuir o consumo de sal (cloreto de sódio) para abaixar os níveis de sódio do organismo. Por isso a carne suína é a mais indicada para pessoas que têm alta pressão sangüínea, já que o potássio ajuda a regular os níveis de sódio que aumentam a retenção de líquidos no corpo.

A gordura e o colesterol, que 55% das pessoas entrevistadas consideram como ponto fraco, tem diminuído de forma progressiva nos últimos anos, em decorrência do intenso trabalho de melhoramento elaborado pelos técnicos e criadores. E esse é o fator que as pessoas desconhecem.

De 1980 para cá, o suíno perdeu 31% do seu nível de gordura, 14% de calorias e 10% de colesterol, tudo isso fruto dos avanços na genética, através do cruzamento e seleção de animais superiores.

Esta considerável diminuição na gordura corporal dos suínos merece alguns comentários adicionais. No suíno atual, 70% da gordura está localizada debaixo da sua pele (toucinho) e apenas 30% no restante do corpo. Ao se retirar a pele, a carne suína apresenta baixos teores de gordura. No interior dos músculos encontramos apenas 1,1 a 2,4 % de gordura, que é o mesmo das carnes de frango, e menor que das carnes bovina (2,5%) e de ovinos (6,5%).

Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", chamadas de insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", conhecidas como saturadas (35%), o que é muito apreciado num alimento. É rica também em ácido Linoléico, que neutraliza de forma eficaz os efeitos negativos do ácido Palmítico, que é uma gordura saturada.

O nível de colesterol contido na carne de um suíno moderno é semelhante as das outras carnes (bovinos e aves) e está perfeitamente adequado às exigências do consumidor moderno. É importante saber que o conteúdo do colesterol de uma carne não está diretamente relacionado ao seu conteúdo de gordura. Um exemplo claro disso é que o camarão, apesar de ter bem menos gordura do que o suíno, apresenta taxas bem superiores de colesterol (de 97 a 164 mg/100g), contra 56 a 97 mg/100g de carne suína.

Em relação às quilocalorias, a carne do suíno atual atende perfeitamente às necessidades de um cardápio moderno. O homem necessita consumir em média de 2000 a 2400 quilocalorias para atender às suas necessidades diárias. Ao consumir 150 gramas de Lombo cozido, ele estará consumindo apenas 270 kcal, ou seja, bem menos do que um Hambúrguer (600 kcal) ou 150 gramas de batatas fritas (400 kcal).